vou separar do marido

vou separar do marido

Vou separar do marido, infelizmente as coisas não saíram como queríamos

Eu vou separar do marido, essa frase é dita em vários lugares: na casa do irmão, na cabeleireira, pelo zap, no trabalho, e traz uma dor que em alguma mulheres é make, maquiada com sombra, baton, em outras é explícita com marcas no rosto, você pelo menos uma vez já deve ter ouvido isso de uma amiga.

Do tempo que leva uma coloração violeta para passar a ficar verde até chegar ao amarelo, a mulher pensa sozinha e em silêncio no que fazer.

-Devo perdoar? Já perdoei demais?

-O que vou fazer sozinha, e os filhos?

-Vou na polícia? Os vizinhos ouviram tudo?

Junto com as dúvidas, vem solidão, estado depressivo para algumas, já para outras, alívio, tiram de letra, são as chamadas mulheres alfas.

Nesse site há 15 características de uma mulher alfa, faça o teste ^^.

Voltando, depois de ouvir conselhos das amigas, família até do pastor, ela toma a decisão, não dá mais vou embora.

O direito em conserva explica como funciona.

O divórcio

O divórcio é o documento que dá fim ao casamento, e, para conseguir um, temos 02 (dois) caminhos:

  • extrajudicial;
  • judicial.

A nossa lei é clara:

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.

§ 1º O casamento é civil e gratuita a celebração.

§ 2º O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.

§ 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.

§ 4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.

§ 5º Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.

§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 66, de 2010)

O extra é feito no cartório e chamamos de por escritura pública.

Para dar certo, tanto você como seu ex, tem que estar de acordo e não podem ter filhos menores.

Em geral, é agendado no cartório, custa cerca de R$ 2.000,00 (dois mil reais) e sai na hora, mais rápido que uma pizza.

Já o judicial é quando não tem acordo, o esposo não quer dar o divórcio.

Ele não quer dividir os bens, não quer ficar longe do filho, não se satisfazendo com a visita apenas 01 (uma) vez por semana.

Um estado total de negatória e emoção para qualquer ideia que venha da mulher.

Quando há filhos menores de 18 anos, também é judicial, ou seja, precisa de ação.

O Promotor da Infância defenderá os interesses da criança e adolescente.

O divórcio tem efeitos, passamos a eles.

Efeitos

Depois de oficializado o divórcio, esposo e mulher voltam a usar o nome de solteiro, para confirmar isso basta ir no cartório onde casou.

No cartório estará averbado o divórcio.

Outro efeito é com relação aos filhos, o Juiz ou conciliador, através de acordo, vão definir a guarda, que quase sempre fica com a mãe, o valor da pensão mensal e dia de visita do pai.

Por fim vem os bens, se houverem.

Quando se fala em bens, vai depender do regime do casamento.

Olha um pouco de regimes de casamento:

Art. 1.639. É lícito aos nubentes, antes de celebrado o casamento, estipular, quanto aos seus bens, o que lhes aprouver.

§ 1o O regime de bens entre os cônjuges começa a vigorar desde a data do casamento.

§ 2o É admissível alteração do regime de bens, mediante autorização judicial em pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros.

Art. 1.640. Não havendo convenção, ou sendo ela nula ou ineficaz, vigorará, quanto aos bens entre os cônjuges, o regime da comunhão parcial.

Parágrafo único. Poderão os nubentes, no processo de habilitação, optar por qualquer dos regimes que este código regula. Quanto à forma, reduzir-se-á a termo a opção pela comunhão parcial, fazendo-se o pacto antenupcial por escritura pública, nas demais escolhas.

Art. 1.641. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento:

I – das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento;

II – da pessoa maior de 70 (setenta) anos; (Redação dada pela Lei nº 12.344, de 2010)

III – de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial.

Se for o comum é parcial, o que conseguiram juntos vai dividir meio a meio.

O que o divórcio não faz

O divórcio  não traz, como o filme MIB, um apagador de memória, as marcas físicas com o tempo desaparecem, mas as da alma não dá para saber.

Já falamos aqui sobre Maria da Penha, entra se tiver interesse.

Ele também fará parte de sua vida para sempre, afinal é o pai de seu filho.

Por isso é importante tentar desembarcar dessa relação de forma amigável, conciliatória.

Apesar da dor, sorrir triste já sem borboletas no estômago.

Se não tiver outro jeito, vou separar do marido é uma decisão corajosa.

Até mais.

 

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